quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O HACKER DE SANGUE NO HOSPITAL

A nossa infraestrutura de saúde pública e privada virou um balcão de negócios para mutações genéticas. O Beto, nosso buscador de MG, conseguiu se infiltrar em uma das maiores instituições médicas de Uberaba e o que ele presenciou no turno da madrugada quebra todas as leis da física que nos ensinaram nas escolas.

"Eu estou tremendo. Eu acho que encontrei a base de suprimentos deles, ou pelo menos o laboratório onde eles alteram o que nós doamos. Uma enfermeira me deu a dica de que o hemocentro do Hospital Mário Palmério estava com furos inexplicáveis no estoque durante o turno da madrugada. Eu me escondi no almoxarifado perto das geladeiras de sangue.

Por volta da uma da manhã, um cara entrou. Ele vestia roupas normais e tinha umas tatuagens estranhas nas mãos. Ele parou na frente do vidro da geladeira, colocou as duas mãos espalmadas no ar e começou a sussurrar num tom tão grave que meu peito vibrou.

Senhor da Verdade, eu vi a física ir pro saco. As bolsas de sangue dentro da geladeira começaram a flutuar sozinhas. O líquido vermelho escuro dentro do plástico começou a ferver, a mudar de cor, ficando com um tom roxo quase negro, brilhando de leve no escuro. O cara fez um movimento com os dedos, como se estivesse digitando no ar, e as etiquetas das bolsas simplesmente se apagaram e surgiram outras palavras que eu não consegui ler."

Os Alfas têm habilidades telecinéticas! Eles estão usando isso para REPROGRAMAÇÃO do DNA do nosso banco de sangue com energia pura. Quem receber transfusão daquele lote vai ser infectado instantaneamente e se tornar um dos zumbis! A contaminação não está só nos esgotos, está no maior hospital da cidade.