domingo, 17 de fevereiro de 2019

O ECO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA

O tecido que costura a nossa percepção está rasgando. As antenas e os testes eletromagnéticos de alta potência estão cobrando o seu preço. Um engenheiro da antiga estação ferroviária de Uberaba testemunhou que o ambiente urbano está sofrendo com erros severos de processamento físico.

"A gente tem um equipamento de medição eletromagnética. Esqueceram ligada na estação ferroviária da Mogiana. O lugar está caindo aos pedaços e escuro. O medidor de frequência começou a apitar tanto que o visor quase trincou. E a temperatura no galpão principal despencou de um jeito que a minha respiração virou fumaça branca.

Nós vimos a imagem se formar no meio dos trilhos enferrujados. Não parecia algo físico, mas uma silhueta humana, cinzenta, parecendo a estática de uma televisão velha quando perde o canal. O ar em volta cheirava a poeira antiga e úmida. A figura repetia o mesmo movimento repetidamente: caminhava três passos, olhava para um relógio invisível no pulso e caía de joelhos chorando. Meu parceiro tentou iluminar com a lanterna, mas a luz passava direto pela figura."

A minha teoria é que a matriz da nossa realidade está tão sobrecarregada com esses experimentos biológicos e as antenas de comunicação que o sistema está dando glitch. A energia bioelétrica das pessoas que morreram ali ficou presa no código, como um arquivo corrompido que não consegue ser deletado. Eles estão estragando o filtro entre as dimensões e criando ecos artificiais.