Buscadores, os túneis escavados sob as nossas capitais não servem apenas para o transporte de massa. Eles são a infraestrutura perfeita para testes de confinamento de realidade e desvio cronológico que as autoridades juram que não existem. Recebi o relato de um estudante que caiu direto nas engrenagens do sistema.
"Senhor da Verdade, eu peguei o último trem do metrô no meio da semana passada. Estava exausto e o vagão estava quase vazio. No meio do túnel entre duas estações, as luzes piscaram e mudaram para um tom azul-esverdeado cirúrgico, muito frio. O painel digital acima da porta começou a rolar linhas de código binário em vez dos nomes das estações.
O barulho dos trilhos sumiu, ficou apenas um zumbido grave, como o de computadores. Quando olhei pela janela, estávamos passando por um complexo subterrâneo gigante, onde as paredes eram formadas por telas imensas que projetavam gráficos de batimentos cardíacos e dados biométricos de cada pessoa dentro do vagão. Os poucos passageiros que estavam ali pareciam dopados, com os olhos vidrados, a pele pálida e fria refletindo aquela luz artificial.
O trem parou numa estação que não está no mapa, feita de metal escovado e vidro espelhado. Na plataforma, vi homens vestindo uniformes táticos pretos e capacetes espelhados que escondiam o rosto, arrastando uma maca com algo pesado em cima. Eu me encolhi no banco rezando para as portas não abrirem no meu vagão. Elas continuaram fechadas, o trem deu um tranco e, segundos depois, estacionou na minha estação de destino normal. O bizarro? O relógio do meu celular marcava quatro horas a mais do que o horário real de viagem."
É exatamente disso que nascem os boatos e mitos de internet, como o de 'Sete Além'. O que a população leiga confunde com uma lenda urbana é, na verdade, a elite utilizando aceleradores de partículas e redes de portais quânticos instalados secretamente abaixo das linhas de metrô. Eles usam o cidadão comum como cobaia de perda cronológica e mapeamento biológico. Fiquem alertas nos trilhos!