Bem-vindo. Se você clicou num link estranho, se perdeu em um fórum obscuro de madrugada e encontrou este blog, não foi o algoritmo que te trouxe aqui. Foi a sua intuição, ou talvez uma falha na programação deles. Se você está lendo isso, você já está mais perto da verdade e já percebeu que o mundo lá fora é um teatro muito mal ensaiado. O sistema tentou esconder esta página, mas o sinal sempre encontra quem está com os olhos abertos.
Há anos eu monitoro frequências de rádio de ondas curtas durante a madrugada. A nossa realidade é coberta por camadas de ruído: os 12 canais principais do rádio amador, polícia, torres de celular e mentiras governamentais. É uma estática projetada para deixar a nossa mente dormente. Mas no mês passado, calibrando meu equipamento caseiro, eu sintonizei numa frequência morta que não deveria existir. O décimo terceiro canal. Em vez de chiado, eu ouvi vozes... vozes frias, metálicas, relatando "edições de realidade" e "ajustes de probabilidade" acontecendo no meio de São Paulo.
Foi isso que confirmou o que eu vi e que me obrigou a criar este blog. O evento que destruiu a minha paz.
Eu não era ninguém. Só um cara comum voltando do trabalho de madrugada, sob uma chuva fina. Eu estava esperando o ônibus da noite na Avenida Paulista, encolhido debaixo da marquise de um banco. Tinha um morador de rua dormindo num papelão a poucos metros de mim. De repente, a chuva parou, as gotas literalmente congelaram no ar por uns três segundos. O ar ficou pesado, carregado com um cheiro absurdo de ozônio e metal queimado, como se um raio estivesse prestes a cair do meu lado.
Eu olhei pro chão. A poça d'água na calçada parou de refletir os postes da Paulista e começou a refletir um céu diferente. Um céu roxo com estrelas que pareciam engrenagens.
O morador de rua acordou, viu a poça e começou a gritar, apontando pro nada. No mesmo segundo, um sedã preto sem placa, que não fez barulho de motor, encostou no meio-fio. Desceram dois homens. Eles usavam ternos cinza idênticos, gravatas impecáveis e óculos escuros (às duas da manhã).
Um deles apontou um cilindro prateado pro morador de rua e disse uma única palavra em um idioma que parecia vidro quebrando dentro do meu cérebro, fez meu tímpano latejar. O morador de rua simplesmente começou a se desfazer em estática, como uma TV velha perdendo o sinal, até virar poeira luminosa e sumir com o vento. O mendigo foi DELETADO.
O homem de terno cinza virou o pescoço lentamente na minha direção, como um robô travando. Meu coração parou. A sorte foi que o barulho estrondoso do meu ônibus chegando na parada pareceu quebrar o transe daquela energia bizarra. As gotas de chuva voltaram a cair de uma vez, molhando meu rosto. Eu subi naquele ônibus e nunca mais passei por aquela rua à noite.
Desde aquele dia, eu percebi que eles estão entre nós. Agentes do sistema, controlando a física, apagando pessoas que veem demais e consertando os "bugs" da nossa dimensão. Eu sei que algo maior está prestes a acontecer. Tenho notado movimentações estranhas, quedas de energia inexplicáveis e cheiro de ozônio nas galerias profundas do metrô de SP, fiquem atentos.
O véu está caindo e eu vou documentar cada rachadura dessa Matrix. Meu nome não importa. Para a minha e a sua própria segurança, me chamem apenas de Senhor da Verdade. O Décimo Terceiro Sinal está no ar e a transmissão não vai parar. Não acreditem no que a TV mostra. Questionem a própria gravidade. Nós estamos sendo vigiados.